Esclarecimento

>> domingo, 2 de Agosto de 2009

Assino este último post como o último acto oficial enquanto presidente da Comissão Política da Secção de Fronteira. Faço-o pelos motivos que recentemente vieram a público que incompatibilizam por completo o cumprimento da totalidade do meu mandato.
Recordo com alguma nostalgia todo o trabalho efectuado em termos de actividades, aconselhamento, formação pessoal e política de jovens que me concederam o privilégio de os liderar para dar algo de volta ao nosso concelho. Essa ambição foi cumprida. Trouxemos vida, memória, companheirismo e reacendemos o gosto pela mobilização e iniciativa.
Uma nota final, temo gravemente pelo futuro do PSD no concelho. A partir do momento em que a estrutura se confunde com poder, e um poder centralizado numa pessoa só, a consequência do insucesso poderá ter dimensões catastróficas.
Estarei distante mas atento, como sempre estive.
O presidente demissionário,
Bruno Madeira

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Equipa de Ferro 2009

>> segunda-feira, 27 de Abril de 2009

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Propostas para uma verdadeira reforma do Ensino em Portugal

>> terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Marcando o pré-anunciado fim do mandato de Maria de Lurdes Rodrigues considero conveniente discutir não o que foi feito mas sim o que não foi feito. Faço esta reflexão ciente de esta não ser uma matéria adstrita à minha área de formação e do qual muito menos me posso considerar especialista. É, por isso, um humilde contributo para a discussão do tipo de ensino que desejamos para os nossos filhos e como a ele poderemos aceder, comparando-o com a realidade na nossa região.

Facto: As escolas secundárias do Distrito de Portalegre ocupam, sistematicamente, os últimos lugares dos rankings de avaliação dos resultados quer no ensino corrente quer na avaliação através dos exames de acesso às Universidades.

Facto: Não existe um programa estratégico uniformizado para combater esta realidade da qual se denota uma inadmissível apatia da parte Direcção Regional de Educação do Alentejo e falta de vontade política do Governo para inverter essa situação.

Facto: Existem cada vez menos uma cultura de mérito e ambição nas nossas escolas para que os alunos possam e queiram até prosseguir os estudos e obter competências competitivas no mercado nacional e, consequência da realidade da globalização, mundial.

Facto: A inexistência de quadros qualificados tem consequências negativíssimas a médio longo prazo ao não atrair investimentos e empresas de alto potencial tecnológico ou outros, os empreendimentos que são realmente criados têm de recorrer a pessoal fora da região (desconhecimento do inglês no Turismo é um exemplo claro), desincentiva uma atitude empreendedora, não promove a criação de ideias, constringe a tomada de decisões conscientes e informadas dando só alguns exemplos..

Como tal a realidade é trágica e o futuro previsível negro. Estou em condições de afirmar que se perdeu uma oportunidade geracional para combater esta realidade.

E qual a grave consequência de tudo isto?

Considerando que a probabilidade de um aluno prosseguir os seus estudos para além do ensino secundário é 10 vezes superior se, pelo menos, um dos seus progenitores ser licenciado, ou seja um aluno cujos ambos os pais não são licenciados tem menos 1000% de probabilidade de vir a frequentar o Ensino Superior. Observando os dados disponíveis sobre o Distrito, claramente tivemos e temos as probabilidades contra nós.

A crescente desertificação contribui para esta realidade onde, mea culpa, os quadros licenciados dada a falta de oportunidades e competitividade da região procuram outras paragens para exercerem a sua actividade provocando uma fuga de cérebros. Portanto, os que sim prosseguem os seus estudos vão embora.

Esta é a consequência da nossa realidade vigente em termos de sistema de ensino em Portugal onde, apesar de ligeiras alterações e retoques, continua fortemente centralizada e ultra dependente do Estado. Estamos, por isso, perante um sistema de ensino de Estado-Educador e não num verdadeiro sistema de Educação livre, poroso à especificidade regional e à sua comunidade de inserção, colaborante e inclusiva da sociedade civil no seu cerne: Uma escola aberta e livre.

E como se obtém esse ideal de escola?

Primeiramente teremos de descentralizar o poder de decisão do Ministério da Educação para as escolas com a finalidade de dar ênfase aos outros factores que influenciam um comportamento de ambição e continuidade dos estudos, para tal uma cultura de mérito e inclusão da sociedade civil é decisiva, minimizando os factores que a constrigem.

A começar pelo Conselhos Directivos, uma política de descentralização que se quer aberta à sociedade deverá ser sensível à participação activa da comunidade no processo de decisão. Para tal, este deverá ser alargado ao Poder Local, Associações de Pais, Alunos, Funcionários não Docentes, Docentes e Empresas (principais futuros beneficiários de quadros formados de qualidade) que dediquem parte dos seus lucros ao apoio e criação de programas de ensino especializado com a possibilidade de incentivos fiscais ao nível da derrama ou outro.


Assim o poder de gestão seria transferido para as câmaras municipais e o financiamento resultaria de contribuição de privados, transferências do Estado ou cheques-educação com valores ponderados por critérios demográficos (menos densidade populacional, maior o valor do cheque-escola) assim os pais poderiam escolher livremente a instituição de ensino entregando o cheque onde apenas estas poderiam converte esse valor. A consequência seria um óbvio aumento da qualidade do ensino cujo efeito perverso (notas irrealistas) seriam punidos pela diferença do valor médio de conclusão do ensino secundário versus o resultado médio dos exames.

Ainda não consegui perceber a utilidade (para além do desígnio da conservação do poder nas mesmas pessoas e lobbies) do sistema de Concurso agora promovido a cada dois anos. Os custos associados a este processo são enormes, retirando eficiência ao Estado, para se obterem resultados desfasados da realidade. O exemplo do professor de Viana do Castelo colocado em Beja é clássico e adequado. Porque não são as escolas individualmente a escolher os professores de acordo com o perfil que consideram adequado para a sua realidade?

Material escolar, é inadmissível o status quo dominado pelos lobbies das livreiras de manuais escolares, com a especial conivência deste Governo ao alterar o programa curricular, ao ser-lhes permitida a edição de livros com espaço para respostas no próprio livro, ao promover a alteração dos livros ano após ano….Não seria muito mais simples, e barato para os encarregados de educação, ser transferida para as escolas a aquisição dos livros e , a troco de uma caução, cedê-los anos após ano a cada aluno de dele precise. Após a sua utilização este seria devolvido e, se em condições de reutilização, a caução ressarcida.

Criação e promoção de uma cultura de competição nas salas de aula, apostando fortemente nas competências adquiríveis no plano desportivo (entreajuda, ambição, desejo de vitória, liderança) e numa postura de ensino aberto onde se ensina a pensar e não a passar nos testes ou exames, premiando os melhores e repreender os menos bons através de pressões sociais para o resultado. Uma cerimónia de formatura deverá não só ser incentivada mas também deverá motivo de celebração da comunidade.

As escolas deverão apostar nas actividades extra curriculares, juntando-se a já referida componente desportiva (se não existem instalações que se criem parcerias com os clubes da região) outras como pintura, escultura, dança, etc. Está comprovada a existência de muitos tipos de inteligência e consequente propensão para determinadas actividades cuja exploração e desenvolvimento não deverá ser enjeitada.

Na mesma linha de raciocínio, as escolas deverão ser sensíveis às necessidades da região em termos profissionais, uma região com uma percentagem maior de actividade terciária terá necessidades diferentes de uma região de maior actividade secundária. Das empresas de implementação regional espera-se uma participação activa nessa política indo de encontro às suas necessidades profissionais. As escolas deverão compilar uma base de dados de acompanhamento das competências adquiridas sob a forma de curriculum vitae onde a sua criação deverá ser auxiliada pelos professores.


Fica a reflexão, resta combater a falta de vontade política, os lobbies e a mais do que provável resistência sindical. Mas o senso comum de que o modelo actual falhou, esse, é inabalável. Tão inabalável que algumas das propostas aqui referidas são actualmente prática comum nos países com as melhores taxas de aproveitamento académico e mais baixas taxas de abandono escolar. A saber os Países Nórdicos , a Holanda e o caso que tive oportunidade de testemunhar, a Irlanda.


O Presidente da CPS de Fronteira da JSD,

Bruno Madeira

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Eleição do Conselho Distrital Eleitoral

>> sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

ELEIÇÕES DOS CONSELHEIROS DISTRITAIS JSD/PORTALEGRE

Concelho Dia Local Período
Alter do Chão 7/Fev. Sede do PSD 16.30/17.30
Crato 7/Fev. Sede do PSD – Antigos Celeiros do EPAC16.30/17.30
Fronteira 7/Fev. Sede do PSD – R.Frei Manuel Cardoso, n.º 39 16.30/17.30
Nisa 7/Fev. Sede do PSD 16.30/17.30
Ponte de Sor 7/Fev. Sede do PSD – Trv. Proj. à Rua João de Deus, n.º 18
– 1.º A 16.30/17.30
Portalegre7/Fev. Sede do PSD – Largo 28 de Janeiro, n.º 10 16.30/17.30
c) As listas devem ser entregues nas respectivas Sedes Concelhias, ao
Presidente da Mesa do Plenário respectiva ou a quem o possa estatutariamente
substituir. Entrega das listas em duplicado, segundo os Estatutos Nacionais da
JSD e demais regulamentos até às 24h00 do terceiro dia anterior ao acto eleitoral.
O Presidente da Mesa do Congresso Nacional da JSD
(Daniel Fangueiro)


CONSELHO DISTRITAL ELEITORAL DA JSD/PORTALEGRE DE 2009

Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e demais regulamentos, convoco
Conselho Distrital Eleitoral da JSD/Portalegre para o dia 21 de Fevereiro de
2009, às 15h30, na Largo 28 de Janeiro, 10 em Portalegre, com a seguinte ordem
de trabalhos:
1. Eleição a Comissão Política Distrital de Portalegre da JSD;
2. Eleição da Mesa do Conselho Distrital de Portalegre da JSD;
3. Eleição dos delegados da JSD à Assembleia Distrital de Portalegre do PSD;
a) As listas devem ser entregues na Sede Distrital do PSD/Portalegre, ao
Presidente da Mesa do Congresso ou a quem o possa estatutariamente substituir,
em duplicado, segundo os Estatutos Nacionais da JSD e demais regulamentos
até às 24h00 do terceiro dia anterior ao acto eleitoral.
b) As urnas estarão abertas das 16h00 ás 17h30.

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O Princípio da Mudança

>> terça-feira, 20 de Janeiro de 2009


Caros Companheiros,

Vivemos tempos verdadeiramente decisivos para o futuro do nosso país. A orientação ideológica do nosso futuro Governo bem como o elenco dessa acção será decisivo para atenuar o impacto da crise internacional e instrumentalizar este tempo de receio e insegurança para promover verdadeira mudança no nosso sistema político.

Os sinais de uma inversão da opinião pública em relação ao projecto político pessoal de José Sócrates estão cada vez mais claros, apesar da manipulação dos veículos de transmissão da mensagem por parte do Governo Socialista.

A anunciada reorientação à esquerda do PS para procurar a maioria absoluta serve o propósito do PSD resgatar a sua posição clássica no espectro político nacional. O desgaste à direita do PS e a insatisfação daqueles tipicamente votantes no PSD mas que se reviram na postura e acção política de José Sócrates anunciam tempos bastante promissores.

As manobras retóricas de Sócrates já alvo de considerações jocosas por parte de todos são o reconhecimento de que este já não é levado a sério, mente quando fala para os portugueses, mente quando num encontro promovido pela reputada revista The Economist, em tom paternalista, reafirma o sucesso do controlo orçamental e no dia seguinte o seu Ministro das Finanças (o mesmo que foi considerado o pior ministro das Finanças a 27) anuncia um orçamento rectificativo (sim é rectificativo e não suplementar como os coniventes jornalistas concederam) com o argumento de adequar os dados à realidade económica. Com tudo isto perdeu-se a credibilidade do instrumento orçamental do Governo.

O show-off é apenas igualado pela incompetência deste Governo em liderar o país neste grave período da nossa história económica. A
redução da notação de risco da República Portuguesa (de AA- para A+) por parte da S&P, a perda de posição competitiva para com os seus congéneres europeus, o contínuo e desesperante falhanço no processo de convergência para com os restantes países da UE são factos não imputáveis à crise internacional mas sim ao Governo PS.

Estão por isso reunidas as condições para o PSD readquirir o seu estatuto de alternativa governativa, autora e orgulhosamente responsável pelo período de maior bonança social e económica de sempre na nossa democracia, reinstalando um pendor reformista apropriador das instituições nacionais à exigência dos tempos.

Cabe a nós, militantes, assumir esse desafio e investir o melhor do nosso intelecto e o máximo das nossas forças nesse futuro que desejamos para todos os nossos concidadãos.

Estou convicto que, juntos, poderemos ser tudo aquilo que sonhamos para nós e para os nossos filhos. Juntos poderemos concretizar esse ideal que é Portugal.


O Presidente da CPS de Fronteira da JSD,
Bruno Madeira

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XX Congresso JSD - Penafiel

>> terça-feira, 2 de Dezembro de 2008


O Distrito de Portalegre fez-se representar de uma forma efectiva no XX Congresso Nacional da JSD onde dois dos seus membros foram chamados a incorporar a lista do Candidato Bruno Ventura.

Bruno Madeira, Presidente da Secção de Fronteira, foi nomeado Secretário-Geral Adjunto e Gonçalo Godinho e Santos como membro da lista para o Conselho Nacional.

O balanço final foi positivo pelo compromisso que ambas a candidaturas assumiram para com os problemas da Interioridade e de Portalegre.

Resta-nos desejar o maior dos sucessos à nova Comissão Política Nacional da JSD.





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Para reflectir....

>> quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

'Ranking' das escolas. Portalegre é o pior distrito na média; Lisboa é o melhor

Uma escola onde a maioria dos alunos quer ficar pelo 9.º ano

Junto à fronteira espanhola, no distrito de Portalegre, continuam a estar três das dez escolas com média mais baixa a nível de exames nacionais. A Secundária EB2,3 de Alter do Chão (606.ª posição, com 7,18 valores), a EBI Frei Manuel Cardoso (584.ª, com 8,51 valores) e a Secundária Professor Mendes Remédios (605.ª, com 7,63 valores), visitada pelo DN, que até tem um pavilhão desportivo novo, aulas de equitação e um site .



E estes resultados acabam por colocar o distrito alentejano no final da lista, com uma média de 9,65 valores. No extremo oposto ficou o de Lisboa, com 11,38 valores.

As notícias dos maus resultados da escola não parecem, no entanto, afectar a maioria dos alunos. "Porque não havíamos de estar bem-dispostos? Sim, tive umas notas mais baixas, mas também não quero ser cientista nem matemático. Quero ser agricultor, como o meu pai... ou polícia!"

O retrato traçado pelo José Miguel, de 14 anos, é multiplicado pelos vários colegas que, à saída da cantina, se preparam para ir jogar à bola no novo pavilhão desportivo. "Temos óptimas instalações, um bom ambiente escolar, sem violência e essas coisas de que se ouve falar nas notícias", confirma José Bruno, presidente do Conselho Directivo da Escola Secundária Professor Mendes Remédios.


Os porquês da má classificação, numa escola que até apresenta infra--estruturas e organização de fazer inveja à maioria das mais de seiscentas que lhe ficaram à frente no ranking, encontra-os, em razões maiores que a vontade de fazer melhor todos os dias. "Vivemos num dos distritos mais pobres do País, isto é o ensino público, não temos cá as elites que pagam por mês o que a maioria dos pais destes miúdos não ganha em três meses...", explica. "Se numa privada em Lisboa, por exemplo, todos os miúdos querem estudar, aqui temos de lutar com o abandono todos os dias, falar com os pais, sensibilizá-los para a importância de continuar na escola", assinala.


Apesar do esforço dos professores, as expectativas dos cerca de 700 alunos que frequentam a Secundária de Nisa, divididos entre os vários ciclos de ensino, do pré-escolar ao secundário, é muito baixa: a maioria espera apenas acabar a escolaridade obrigatória. "Infelizmente ainda é isso que se verifica, até porque a maioria destes alunos sabe desde muito cedo que há pouco trabalho na região, e que não terão grandes saídas profissionais, apesar de desta escola já terem saído professores catedráticos, médicos e engenheiros", explica José Bruno. E, por isso, adianta, "fazemos tudo para tentar contrariar essas baixas expectativas, tentamos dar um empurrão". "Mas tenho de dizer que não podemos andar com o Alentejo inteiro para a frente sem a ajuda de mais ninguém", lamenta.

in DN
04-11-08


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